Ninguém mais segura essa idéia

Em atenção a algumas imprecisões do noticiário de imprensa sobre os eventos promovidos esta semana, dentro do Mês da Bicicleta, solicitamos a publicação da seguinte nota:

O movimento Bicicletada vem reafirmar seu compromisso com uma nova política de mobilidade, inspirada no respeito à pessoa humana, amparada nas leis do País, e fundada na convicção de que o espaço público não pode mais ser monopolizado pelos automóveis.

Nossa mensagem tem sido compreendida e já se constata a crescente adesão dos curitibanos à idéia de que a bicicleta merece um lugar nas ruas.

Também as autoridades e os partidos políticos, as universidades, as empresas e os meios de comunicação começam a compreender que a bicicleta pode ser uma alternativa legítima de transporte, a ser estimulada e implementada mediante a adoção de medidas simples e práticas, tais como as ciclofaixas e os bicicletários, dentro de um ambiente amigável, cooperativo, respeitoso e de proteção aos ciclistas, aos pedestres e aos próprios motoristas.

Movimento fluido e aberto, Bicicletada é uma idéia em andamento sobre pedais. Todos os moradores da cidade estão convidados a participar. Todas as formas de manifestação lícitas e saudáveis, respeitosas e não-violentas, são bem-vindas e têm lugar dentro deste movimento, que não pertence a ninguém porque pertence ao conjunto da população – idosos e crianças, famílias de todas as classes e condições, trabalhadores de todos os setores da sociedade.

Ao contrário do que desejam fazer crer, o grupo de cinco ou seis atores que decidiu dramatizar anseios de liberdade à sua maneira, despindo-se em público, jamais foi reprimido pelas centenas de participantes da Bicicletada. Formam apenas um evento pontual e limitado, dentro de uma série já inumerável de outras manifestações que há quase três anos capturam a imaginação de Curitiba para as possibilidades de uma sociabilidade diferente nas ruas.

Deve ser mesmo difícil para a reportagem cobrir essa multiplicidade e diversidade em movimento, como na última segunda-feira, Dia Mundial Sem Carro, quando promovemos a Marcha das Mil Bikes. Por isso, perdoamos alguns erros de registro localizados, como a atribuição do ato de nudez, em manchete de primeira página da Gazeta do Povo do dia seguinte, a ciclistas que preferem endereçar-se à sensibilidade da maioria da população na linguagem específica das nossas magrelas.

O que em nossos dias está a nu, da maneira mais crua e chocante, na contramão das razões ambientais e da História, é a insensatez, a violência e a irresponsabilidade do sistema de consumo centrado no automóvel.

Continuaremos pedalando em direção ao futuro. Ninguém mais segura essa idéia.

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3 comentários sobre “Ninguém mais segura essa idéia

  1. Gunnar disse:

    A história nos mostra que, onde quer que uma coisa boa comece a crescer e a dar certo, aparecem oportunistas tentando pegar uma carona de forma mesquinha, para atingir fins egoístas que nada têm a ver com a causa… aliás, geralmente essa “carona” custa bem caro ao movimento em si.

    Infelizmente, a tendência é que cada vez mais isso aconteça também na bicicletada. Jony Stica e Oxx para ficar nos exemplos mais recentes.

    Bicicletada deve ser sempre livre e democrática, mas de olhos abertos para a tênue linha que separa a liberdade da libertinagem…

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