Juarez Machado apóia a Bicicletada de Curitiba

Juarez Machado apóia a Bicicletada de Curitiba

e comemora a inauguração do bicicletário do MON

 

O artista plástico Juarez Machado apóia, por meio de uma carta (em anexo), as ações do evento Arte Bicicleta e Mobilidade, organizadas pelo coletivo de artistas Interlux Arte Livre durante o mês de setembro. Afirma que, se não estivesse em Paris, estaria presente à inauguração do bicicletário do Museu Oscar Niemeyer, que ocorre no dia 27 de setembro por volta das 12h, no estacionamento de trás do museu. O bicicletário foi recentemente instalado por solicitação dos cicloativistas. O evento será ao término de uma pedalada, com início marcado às 10h no pátio da Reitoria. Os ciclistas serão recebidos no MON com atividades lúdicas.

Ações como “Música para sair do Carro”, “Bicicletada de Curitiba” e performances de intervenção pela cidade têm o objetivo de incentivar – por meio de propostas artístico-político-sociais – a mobilidade limpa e a inserção da bicicleta na malha viária de Curitiba.

Segundo a carta de Juarez Machado, nascido em Joinville, passeou toda a infância e adolescência em cima de uma bicicleta. “Foi e ainda é o grande tema de meus desenhos, pinturas e esculturas. Quando me falta inspiração, desenho uma bicicleta. Tornou-se para mim um símbolo de tempo, de prazer e de amor. Minha relação com ela é de namorado, a bicicleta para mim é feminina. Tem curvas, elegância e beleza de uma jóia no fino pescoço de uma dama”, relata o artista. (veja carta em anexo, contando sobre suas duas pérolas, as bicicletas mantidas em Paris e no Rio de Janeiro)

 

Serviço:

10h – Bicicletada de Curitiba, com saída do Pátio da Reitoria.

12h30 – Inauguração do bicicletário do MON. Aguardada a presença da presidente do museu, Sra. Maristela Requião.

 

http://www.artebicicletamobilidade.wordpress.com

 

 

 

Carta de Juarez Machado:

 

 

“Sou completamente, de todo o meu coração, a favor da Bicicletada. (pessoalmente prefiro o nome ‘bicicletando’, mais romântico).

 

Nascido em Joinville, passei toda a minha infância e adolescência em cima de uma bicicleta. Foi e ainda é o grande tema de meus desenhos, pinturas e esculturas. Quando me falta inspiração, desenho uma bicicleta. Tornou-se para mim um símbolo de tempo, de prazer e de amor. Minha relação com ela é de namorado, a bicicleta para mim é feminina. Tem curvas, elegância e beleza de uma jóia no fino pescoço de uma dama.

 

Depois cresci, tive vários automóveis. A maioria, conversíveis e com rodas raiadas.  Talvez tenha tentado não trair completamente a minha relação com a bicicleta em troca do carro. Porém, ao mesmo tempo tinha as minhas bicicletas tanto no Brasil como em Paris.

 

Quando fiz 60 anos prometi a mim mesmo um especial presente de aniversário. Peguei as chaves do carro, fui (a pé) até a casa de um amigo e dei o carro de presente ao seu filho que faria 18 anos em alguns dias. Voltei para casa feliz e rasguei a minha carteira de motorista.

 

Penso que foi uma atitude bastante sabia de um senhor de meia-idade (quantas pessoas você conhece com 120 anos?). Penso também que deveria ser lei a carteira de motorista perder a validade com 65 anos de idade. Bem como ser recolhido todo automóvel com mais de 10 anos. A fábrica que compre o ferro velho.

 

Agora tem a lei seca. Muito bem, mas nunca vi um bêbado a pé atropelar alguém e matá-lo. O que mata é o carro e não o bom vinho. Bem, deixa pra lá. Voltamos a falar da querida bicicleta, o

máximo que pode acontecer é você cair e quebrar os dentes.

 

Faz muito tempo que não tenho mais carro, já beirando os meus 68 anos de idade, tenho duas preciosidades de bicicleta. Uma que a própria Caloi desenhou para mim. Esta está no meu apto. em Copacabana. Saio com ela todos os dias.

 

A outra, uma pérola, que uso em Paris. As duas só me dão alegrias. Outro dia, subi pedalando até o alto de Montmartre, Basilica de Sacre-Coeur. O ponto mais alto de Paris. Gostaria de lá ter uma placa dizendo: ‘Aqui, em 2008, chegou pedalando o primeiro brasileiro – Juarez Machado. Dando início ao novo tempo da inteligência humana”. Falo isto porque lá já tem uma placa que diz: “Aqui, no ano de 1800 e qualquer coisa, chegou nesta colina numa máquina movida a petróleo – o Monsieur Peugeot. Dando início à indústria automobilística francesa”.

 

Bem, acho que já falei o bastante da minha paixão pela bicicleta, sem falar das centenas de miniaturas que tenho em minha coleção.

 

Obrigado, fica aqui o meu abraço e até breve,

Juarez Machado”.

 

 

Programação até o final de setembro do Arte Bicicleta e Mobilidade:

  
25. Música Para Sair do Carro – diversas apresentações acontecendo na hora do rush para estimular os motoristas a saírem da bolha – Cruzamento das Ruas Augusto Stresser e Barão de Guaraúna – 18hs – Mistura Brava e Anomalia Antipoluição
“Venha PINTAR meu carro” – André Mendes oferece seu carro como suporte para quem quiser exercer sua criatividade. Cruzamento das Ruas Augusto Stresser e Barão de Guaraúna – 18hs
 
27. GRANDIOSA BICICLETADA de Setembro – celebração da rua, na rua, para o bem-estar da rua! Viva a rua! 10hs no pátio da reitoria da UFPR
 
28. Andante e Jardinagem Libertária – uma caminhada livre por Curitiba para plantar arvores e desenvolver a psicogeografia. Saída da Reitoria da UFPR – 9hs
 
29. Palestra com Antonio Miranda do Ministério das Cidades sobre como anda a questão da bicicleta no Brasil. Local: Reitoria da UFPR – anfiteatro 101 / 19hs 


 

 


 

Post repassado pelo Goura!